Economia

Devagar, o crédito melhora

Com o consumo puxando a recuperação dos negócios, os empréstimos a pessoas físicas continuam liderando o crédito.

23 Dezembro 2017 | 03h00

Com o consumo puxando a recuperação dos negócios, os empréstimos a pessoas físicas continuam liderando o crédito acumulado em 12 meses, como acabam de confirmar os últimos números publicados pelo Banco Central (BC). Em novembro os financiamentos a pessoas físicas, no valor de R$ 169,2 bilhões, foram 2,8% maiores que no mês anterior. Em 12 meses a expansão foi de 8,1%. A concessão de recursos às pessoas jurídicas, no total de R$ 123,6 bilhões, aumentou 3,3% em outubro, mas ainda diminuiu 5,7% no acumulado de dezembro do ano passado a novembro. Esse recuo reflete, entre outros fatores, a redução das operações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os próprios empresários têm sido cautelosos na contratação de novas dívidas. Mas há sinais de substituição do financiamento bancário pela captação de dinheiro no mercado de capitais, segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha. Por enquanto, o movimento em busca dessa outra forma de financiamento é característico de grandes empresas.

A concessão total de crédito pelo sistema financeiro cresceu 1,7% em 12 meses, mas o estoque do crédito concedido – o valor acumulado nas carteiras das instituições – diminuiu nesse período. O saldo das operações, de R$ 3,06 trilhões em novembro, aumentou 0,4% em novembro, mas encolheu 1,3% em 12 meses. A economia brasileira voltou a crescer em 2017, com a produção puxada pelo consumo. A inflação em queda proporcionou alguma folga aos consumidores, preservando sua renda real, e além disso as condições de financiamento ficaram um pouco mais suportáveis. Mas, de modo geral, a recuperação ainda lenta ocorreu com escassa contribuição de novos empréstimos.

Em novembro, a relação entre o estoque de crédito e o Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu em 47%, praticamente sem mudança em relação ao mês anterior (46,9%). Mas a proporção continuou em queda e ficou 2,9% abaixo do nível de um ano antes.

No começo deste século a relação crédito/PIB era próxima de 25%. Mais que dobrou em alguns anos. Em dezembro de 2015, com a economia já em recessão, ainda estava em 53,7%. Mas em novembro de 2016 bateu em 49,9% e continuou em queda a partir daí. O retorno ao patamar de 50%, baixo pelos padrões internacionais, ainda consumirá algum tempo. Dependerá do ritmo de reanimação da economia nacional e, naturalmente, da confiança dos consumidores e também dos empresários.

A busca de financiamentos será mais intensa, nos próximos meses, se aumentar o investimento produtivo. Têm crescido, embora em ritmo bem moderado, as compras de máquinas e equipamentos. Como ainda sobra muita capacidade na indústria, o investimento deve ser explicável basicamente pela necessidade de reposição e de modernização do parque produtivo. Se a atividade se intensificar, a expansão passará a motivar as compras de meios de produção. Mas uma expansão mais sensível do investimento dependerá, ainda, da retomada – apenas perceptível nos últimos meses – da construção civil.

Em 2018, o saldo do crédito deverá crescer 3%, segundo projeção do BC. O saldo do crédito a pessoas físicas deverá aumentar 7%. No caso dos empréstimos a empresas, o saldo ainda poderá encolher 2%, mesmo com alguma expansão dos novos financiamentos. De toda forma, a evolução do saldo referente às empresas será melhor do que foi neste ano.

O pior momento já passou, disse o chefe do Departamento de Estatísticas. Esse julgamento vale acima de tudo para as condições gerais da economia. O BC acaba de publicar novas estimativas de expansão do PIB em 2017 e 2018.

Para este ano a projeção passou de 0,7%, número de setembro, para 1%. Para o próximo ano, subiu de 2,2% para 2,6%. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima expansão de 3% em 2018. Se a queda de juros continuar, a recuperação econômica será obviamente mais fácil. Novo corte da taxa básica, de 7% para 6,75%, está previsto para fevereiro. Será mais um empurrão.

O Brasil está atrás do México e da Tailândia.

Somente depois de cinco anos, o Brasil vai recuperar o padrão de vida que tinha antes da crise.

A conta de luz irá aumentar.

A economia do Brasil hoje, como ela está?

Nesses momentos de incertezas, está havendo um ceto pânico, entre empresários e empreendedores e empresas, que adiam investimentos e o momento certo para iniciar um projeto novo.

Há duas coisas, o que é fato e o que é pânico.

A frieza dos números, indica que a economia brasileira é de estagnação.

A origem do problema da crise econômica no Brasil, são muitos, mas algumas delas merecem destaques especiais:

A total falta de investimento em infraestrutura, que levou o país a perder competitividade, tanto internamente quanto externamente.

A explicação para esse caos está na questão estratégica.

O segundo motivo foi a total falta de planejamento estratégico de longo prazo para a nossa economia.

A terceira e talvez a mais grave, é a submissão da política econômica á política partidária.

O quarto motivo, é a falta de credibilidade suficiente para conter com o apoio dos diversos setores da economia nacional.

Esse é o problema que nos deixa temorosos em relação ao futuro.

Sem medidas duras, a economia tende a se agravar, correndo inclusive o risco do país ser seduzido pela heterodoxia econômica bolivariana adotada por nossos hermanos venezuelanos e argentinos com consequências trágicas.

 

Alternativas para a retomada do crescimento:

A pergunta é: Como se preparar para a crise de 2016 e estar pronto para uma eventual retomada do crescimento.

Essa retomada da economia dependerá do governo, pois foi ele quem não fez seu papel em termo de formento do desenvolvimento do país. Não fez nem o seu dever diário, nem o seu dever de casa.

O governo falhou no planejamento estratégico, infraestrutura e política fiscal.

O ajuste fiscal é inevitável para ter uma reversão da crise. O uso de contas públicas, não dará condições para o país crescer, só jogará mais para a frente uma crise maior.

A situação econômica do país, pode ser revertida com a ajuda dos empreendedores e da colaboração do Governo.

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